quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Mundos


É naquele sitio que desejo estar e viver a minha sensatez
Mas tenho a certeza de que o tempo não me deixará atrevessar os muros,
Aqui nesta tempestade de altos e baixos de um campo deserto,
de uma realidade tristemente criada por mim.

Estes rios que me molham os pés são aqueles que ontem não corriam
Mas o feitiço do meu lugar ideal criou um liquido imaginário
Porque se pudesse diría que sou uma alma sem lugar,
Que apenas deseja o presente tristemente criado por mim.

Na paisagem vejo a criação do horizonte em tons terrestres
Que cada vez mais se encontra protegido pelo betão
Pela sujidade que e apega ao meu ar inalado,
Mas se provavelmente é um produto tristemente criado por mim.

A saudade de um momento já se desapareceu por si mesma
Porque a mão que açoita o vento já desapareceu
Aqui onde o sol deixou de brilhar, e a chuva começou a chorar
Aqui, onde é tudo tristemente criado por mim.

domingo, 16 de setembro de 2007

Reflexões


Não sei porquê decidi olhar para o lado.

Perdi-me naquele olhar vago e imundo de um prazer desconhecido, naqueles olhos verdes, um verde esverdeado. Achei-te piada quando me disseste que tinhas sofrido, e que não achavas o mundo assim tão sério, de tal maneira que os dias passavam por ti, como velhas folhas de Outono, caídas numa madruga recheada de um intenso nevoeiro.

És agora a razão por quem olho em frente.

Cada vez mais te vejo com um olhar perdido na tua feliz realidade, nas tuas pequenas ilusões de uma vida cada vez mais intensa. Acho-te piada, por achares que podes fazer uma pequena diferença neste cada vez mais pequeno Mundo, e por te sentires apegada a mim. Os teus olhos verdes, agora um verde azulado, continuam a encher a minha alma neste meu deserto Mundo.

És o meu pequeno génio da lâmpada. És minha.

Eduardo

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Aos poucos...

Com mágoa
Agarro-me à paixão, à minha força emocional.
Porque me perseguem estes medos, estas censuras à minha existência, à minha liberdade?
Quero desistir, quero deixar-me ir, quero me afogar no choro,
E será então que terei paz, que me constituirei no meu tempo,
Que desistência seria então essa?
Não abandono o amor que me preenche, lamentos do que a vêem,
Recordações de dias melhores, que outrora me constituíram,
Fases felizes que não me acusaram como ausente,
Relembrando-me que o silencio, não é para mim o melhor conselheiro.
O que me faz respirar és tu e a minha triste escrita,
Que a cada dia que passa se torna mais melancólica e abandonada,
Fruto e reflexo da minha atacada alma por quem me quer.
Não me creio abençoado por nada nem ninguém, pois se assim o fosse,
Não estaria a escrever estas palavras delinquentes.
Perdoa oh Deus a minha falta de fé, mas o meu intuito sempre foi,
E continuará a ser, agradar o outro, em vez de mim;
Perdoa o meu altruísmo, sei que peco pelo exagero,
Mas Dizei-me, achais que a este tormento a que agora estou sujeito,
Eu deveria de estar exposto, entregue?
Se agora pudesse ter um desejo, pedia-te paz interior, de maneira a que pudesse encarar a vida com desejo e muita força,
Ou então, Pedia-vos que não me abandonásseis, e que me recriasses,
Mas que mantivesses a minha outra metade.
O meu amor é puro, digna da mais perfeita flor,
E é isso que sinto, meu eterno Deus, e sem querer abusar,
Peço-vos que olhásseis por mim e por quem me preenche,
E, que por fim, fizesses ver a quem me ordena, que tudo o que quero são eles,
E a outra metade da minha vida. Peço-vos!
Quero o meu mundo intacto, quero o meu dia e noite,
Quero ser paz, quero ser o escudo de protecção,
Quero que o resto da minha vida, seja aquilo que eu mereço.
Não desisto, vou lutar, mas quero ajuda na busca da paz.
Sinto muito, Senhor…

Eduardo

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Volta


Na volta da volta que é o nosso mundo, eu voltei. Aqui estou eu de novo para começar, ainda que por breves momentos de clareza, mostrar um pouco do que é a pericia do meu coração.

Obrigado Claudia, por teres aqui o nosso blogue debaixo de olho. Até já.