sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Estranhos em espaços vazios

Tenta olhar para quem tem sido bom para ti,
Acredita que nada é demais quando se ama
Porque esse verbo é imponente, tal como a razão que aqui me prega;
Olha-me nos olhos...vê a vontade.
Lamenta-se o passado,
Quando se desejava ser alguém na força do crescimento,
Mas perdoa-me porque é necessário que aproveite esta oportunidade,
Que te mostre que és-e-foste-e-serás a minha imaginação,
A primeira vez de quem amei.

Sonhei que estava perdido, em vales de veludo
Em flores de florestas ardidas
Ardentemente pelo teu olhar de ardina,
Mantém-me na tua memória.
Memoriza-me.

Nada se torna essencial na paixão de alguns momentos
Mas quero que saibas que nada é demais,
E por isso te escrevo palavras de desavenças inúteis,
De sentimentos crescentes,
De luas demoradas e uivos planificados.

Lembro-me como somos felizes, a plena paixão.

Não te sintas vazia nem estranha a esta realidade,
Toca estes lábios que te querem,
Assim que hoje é dia de ficar a te olhar,
Assim que desde sempre o foi.
Eduardo Coreixo, o sentimentalista

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Explica-te

O que se passa agora?

Tudo ficou falado, e ainda assim, as horas custam a passar, sabias? A culpa não é de quem provoca o sentimento, mas sim de quem o deixa sentir. É o meu fado, diria quem sabe de cultura...mas eu como me sinto ignóbil, digo apenas que é a minha vontade.

It's quite funny how life works in strange ways...Credo, que tristeza de música. Toca-te na alma, e diz-me que este barulho não te incomoda já?! Porque se pensas que o coração já não se parte...Enganas-te porque nem tudo é tão resistente como a nossa injustiça!

Sem lamentos, ou qualquer tipo de despiste, eu olho o meu horizonte. Verde se torna tudo o que pensei estar já maduro (essa paixão ensurdecedora), e quando nada o é, apenas resta tenta saber quanto tempo duraremos...Os dois.

Sei que te disse que a água não manda nos liquidos que bebes, e que a sabedoria só tem lugar na civilização, e que o mundo é justo para quem justo é com ele...Menti-te. Tudo é de loucos, e nos dias de hoje tudo é de quem engana o próximo.

Se vivemos e somos as nossas escolhas, mostro-te que te escolho a ti...a partir daí tira as tuas conclusões, porque nada mais explicito te consigo dizer, porque o amor foi feito para se sentir e ser falado, não para ser escondido e mal tratado.

Obrigado.

Eduardo Coreixo, o mesmo de sempre.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Repetindo-me

Hoje fica sem imagem,
Porque hoje estou sem imagens na minha cabeça
Que imagem não possuo de mim mesmo,
Pela imagem que me passa da minha longinqua infância.

Eu sou novo neste mundo
Novo que é o tempo que engoli
Pela bandeira de um barco novo que se afundou
Lá se vai o novo conceito do perdão.

A triste saliência que foi esse beijo
Um toque subtil, qual beijo de flor
E jamais pensei que tu entendesses aquele amor em forma de beijo,
Hoje só lamento te dizer...onde está esse beijo?
Eduardo Coreixo

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sou ridiculo (digam o que quiserem...)

Tornei-me paranormal,
Leitor hipocondríaco, de dentes serrados de tanto calor
Dei um pontapé nas costas da vida,
E virei-me para o lado da arte marcial da apanha da azeitona.
Lentamente, cresce o meu revigorar, qual bebida energética
Salto em pulos de curta distância.
Penso-me Samurai, corto nuvens de sonhos e desprezos,
Atingi esta loucura porque tenho demasiado tempo em mãos.
Fui campeão de corridas, de carrinhos-de-mão,
E soube-me como tomar um duche frio,
Embebido em desamores de remorsos por não ter feito aquela curva,
A curva curvamente curveada.
Sabe-se publicamente que tenho um cão que ladra,
E uma galinha genial, que é afilhada do peixe que eu costumava levar à trela.
Por isso, vem daí, vamos brincar ao faz de conta,
Nestes meus sonhos de desavenças e criancices.

Eduardo Coreixo

domingo, 1 de fevereiro de 2009

(C)ego e morto

Sol de campos abertos
Portas de modéstia pelos tempos passados,
Visão regeneradora de orvalho empurrado pela brisa
Pequena gota de equilibrio de morte velha.
Perante o espelho ressequido
Corta-se a memória de paisagens matinais
De respirações impiedosas, porque ninguém já as repete
Sonham-se os campos desertos, de sol incandescente,
Atropelam-se as luzes desses raios sombrios.
Sóbrio o pensamento de quem se expôs,
Almas de pequeno porte, dentro de pequenas cabeças
Porque para resposta complicada já chega a vida
De podres pecados, e águas desejadas.
Quanto disto é verdade,
De contaminação desse coração virgem,
Uma cena de actor irreverente, sem saber quanto tempo passou
Pela memória que jaz dentro desse jarro partido.
Sabe a desde sempre.
Sabe a almoço nocturno.
Sabe a saudade.
Sabe-me a paixão.
Sabe-me a ti.
Eduardo Coreixo