quinta-feira, 21 de maio de 2009

I'm a loser

Recuso-me por vezes a desistir. Tornou-se uma quimera, essa luta constante de se saber o que se quer, mas não podendo resistir à tentação, por aqui me vou mantendo.
São loucas essas vontades de continuar a sonhar, e relaxar porque ficámos em 2º lugar, o que à partida não será mau. Mas quem ou o quê, que ficou em primeiro, merece isso mais do que eu? Nestes momentos acredito que nem sempre a classificação final é a mais correcta, e existe uma raiva interna, uma dessas modernices a que agoram chamam de...Stress. Eu acredito que apenas é desejo de vencer. Só isso.

Bastou olhar para esses globos oculares alheios, para perceber que tudo estava distante daquilo a que estava num contracto de compra-e-promessa, porque não existia a cláusula de compra-e-promessa-de-apenas-quando-me-apetecer. Isso não é justo! Mas que raio, porque raio (digo eu!) fico a mirar as nuvens passageiras, as aragens brejeiras, as dentadas numa maçã quase morta... quando tu olhas céus incandescentes, pesquisas ventos murmurosos, e comes à garfada essa tua vida levemente passageira?

É dificil não pedir desculpa, mas não quero que peças. Tornou-se essa a tua vida, aquela excitação de um momento instável como as teclas de um piano de cauda. Apenas é aquela maneira de saber que o desejo poderia ser correspondido, logo quando as prioridades são diferentes, de diferentes maneiras, de diferentes pontes e cruzamentos. Contra-infracção grave! Porquê? Porque te esqueceste de carimbar o selo nessa tua livre circulação de sentimentos ruidosos, que se têm vindo a mostrar cada vez mais penosos para mim...e para a tua consciência.

Tocar o invisível, chegar ao impossivel, sentar em cima de uma folha. Pensas nisso, como o fazias antigamente? Será que ainda és a mesma?

Vou ficar a pensar nisso.

(Mais uma pequena excepção...!)
Eduardo Coreixo

terça-feira, 12 de maio de 2009

(400 posts)Tuonen viemää


Como é bom quebrar as barreiras da linguagem, descobrir palavras novas que nos surpreendem e nos deixam sem fôlego. Línguas nórdicas, sempre afiadas e com raiva, agarrando-se com força à própria vida. Ou mediterrânicas, latinas, de corpo mais 'amoroso' ou talvez até sensual, assim como calão. Como todas as linguas são infinita e igualmente bonitas e imperfeitas. Como é bom interrogarmo-nos como haveremos de expressar sentimentos quando parece que sempre 'colocamos o pezinho na poça' quando o tentamos fazer apenas por atitudes ou gestos ou acções. Como é bom perguntarmo-nos qual a língua mais indicada para expressarmos o que queremos dizer.

Como é tão mais bittersweet em detrimento de agridoce, dizer que sentimos saudades de alguém, em vez de apenas dizermos I miss you, apesar de Sehnsucht não lhe ficar atrás em beleza.
Como é tão mais profundo pensar que life is meaningless do que simplesmente dizer que a vida não tem sentido...
Como é tão mais reconfortante e seguro dich umklamern em vez de apenas te abraçar.
Como pode o dolce amour se tornar obcessivo e violento quando lhe chamamos de rakkaus.
Como nos parece diferente dizer a alguém, até em significado: jag kär i dig, ich mag dich, minä pidän sinusta, I like you, me gustas tu, eu gosto de ti, um-grande-número-de-eteceteras...todas bonitas à sua maneira.
Como é mais difícil zu arbeiten ou trabalhar em vez de apenas work.

Assim vou cogitando enquanto passo os dias a fazer contas aos segundos que faltam para o fim. 21.12.2012, dizem eles...eu já estarei muito a vossa frente, nessa altura, por este caminho. Polar shftings, mood shiftings when she's not around...


Como é tão mais pesado e anestesiante ser tuonen viemää em vez de levado pela morte...

domingo, 10 de maio de 2009

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Boa noite.

Sei que é aproveitar-me um pouco, mas queria apenas deixar aqui o endereço do meu novo Blog, o Pequena arte.

Agradeço a vossa visita. Este é mais um espaço, um prolongamento daquilo que sou...

Cumprimentos, e muitissimo obrigado a todos