segunda-feira, 30 de maio de 2011

fuga







Deixa andar. Ninguém vem atrás. Respira. Mata ou aceita toda a espécie de peles que ainda te atormentam, de noite. Vê. Se é bom, ri-te. Se é mau, chora e ri, faz o pino, pinta de branco, sonha cores novas. Não penses que te, me conheces. Que sabes o melhor para ti. Que já fizeste o livro e que só falta adaptá-lo ao cinema. Corre. Dança e agradece o suor, ama-te. Não te mintas, porque suja o armário mais velho e bonito que tens. Arruma-te. Dá-te beijos, por mim.





Depois falamos.








«Dance, Dance. Otherwise, we are lost.» Pina Bausch.

terça-feira, 10 de maio de 2011

A contrariedade da contradição


Um homem de uma só alma,
Um homem para uma só paixão mortal.
Sou um homem (às vezes criança), que se alimenta de um só sim
Aquele que sobrevive de gestos dóceis e arrepiados
O que se entrega sem armas e bagagens.
Tenho o meu amor a arder em gelo ardente,
A vontade de mostrar a banhar pedra-cal ácida
Uma entrega tão profunda como esses olhos azuis cor-de-berlinde,
E um desejo que fica entregue em ti, um desertar sincero.
Quebram-se as guerras perdidas, choram-se os ganhos desajustados
E tu choras por insensatez do impacto suave,
Da contradição de uma só temperatura.
Soltas beijos aos ventos celestes,
Para que os leve para ares quentes de Invernos rigorosos,
E ergues o punho em forma de guerra pacifica, de creres desacreditados.
Nada é mais que a pura da contradição clara,
Tal como este poema não passa da própria negação da sua existência.
Solta essa alma de chama saltitante, em tons de sépia
Grita esses desaires Lisboetas, com estrangeirismos à mistura,
Mas sem sombra de dúvida...Sê tu mesma, com as mudanças do tempo.

A vida é a contrariedade da própria realidade,
A sensatez da própria loucura,
O amargo de boca da própria doçura,
O silêncio da própria sonoridade.

Respira...Hoje é um novo dia, num ano velho.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Discordo...de todos.


Perdi a confiança no mundo. Ganhe quem ganhar estas eleições, o buraco (financeiro e não só), será sempre o mesmo.
Como podemos nós acreditar em algo que não apresenta factos, mostrando apenas aqueles que destroem ou que podem denegrir a imagem dos seus oponentes? E as pessoas? E todo aquele pedinte na rua? Todo aquele idoso que já tem que pedir ajudar aos filhos para poder sobreviver, em vez de viver? Toda aquela criança que vende penses rápidos na rua? Todos aqueles desempregados que foram despedidos sem mais nem dó? A lista continuaria por dias...
Não acredito em ninguém, e em nada do que me possam dizer. Quem ganhar agora, irá fazer o mesmo de todos os outros, ou seja, nada. Estamos sujeitos a politicas externas, a mandamentos de alguém que não conhece a nossa realidade, a nossa alma enquanto povo...Não sabem quem somos.
Não acredito em revoluções, pelo menos não agora. O tempo é de união, terá que ser obrigatoriamente de paz, terá que ser de vontades conjuntas.
Somos apenas números de identificação fiscal, somos apenas vontades inertes à nossa presença fisica, que nunca passarão de seres dispensáveis, de mundos ruidos, de tristezas sem fim...A nossa alma mater de sofrimento.