quarta-feira, 24 de outubro de 2007

São Coisas



E sim, eu sempre abominei todas as açucarices que um casamento requer, no seu estado primordial e tradicional. Sempre rejeitei toda a tradição e todas essas coisas que existem num papel e que por fora dele são ridículas ou ridicularizadas. Coisas, coisas que não pedem senão mais coisas e deveres e mais coisas que te pedem e te ficam sempre a dever. Portanto, uma farsa. Uma autêntica e banalíssima farsa, em que todos os farsantes gostam de se iludir ao ponto de chegarem quase realmente a pensar ser para sempre.

Imaginem o meu ar de espanto quando dei por mim a pensar na pergunta. Será que aceitaria... contigo? É tudo tão distante , não, meu amor? Meu amante- nunca marido, pergunta tola... que no entanto continua sem resposta. Será que aceitarias, será que seríamos actores oficiais ou mudaríamos as regras todas , dos primórdios, dos costumes, e por uma vez que fosse as promessas assinadas fariam sentido, uma porra de uma vez?

São coisas. Também tu pensas em coisas? Vá, mostra-me a tua profissão, és bom no que fazes, devias ter orgulho... Diz-me lá aquilo que eu quero ouvir. Porque... é bom, o que se há-de fazer?


Cláudia

2 comentários:

CerberuS disse...

Já tinha saudades dos posts da "nossa menina :)."

Acho que duas palavras chegam para sintetizar a minha opinião sobre o texto: Bem escrito.

E outra para rematar: concordo.

Eduardo disse...

keep it short and simple.gostei,cm ja alguem disse, bem escrito.ta nice!