sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O fim (da guerra)

Não te sentes na árvore das maçãs sem mim
Porque preciso de sentir aquela companhia feminina,
Acender uma fogueira para iluminar as ideias.
Podemos falar sobre roupa ou vinhos,
Sobre as manchas do vinho na roupa,
Podemos saltar por cima do fogo, contar histórias de sonhar
Teremos sempre o toque, o cheiro macio do amor.
As covas da tua face indicam que sorris,
É da sintonia, porque aqui nesta árvore tu és a minha fruta do pecado
Sempre que esgueiras um sorriso
Ainda que segunda e terça eu esteja no trabalho,
Quarta e quinta tenha que fazer os relatórios da nossa revolução
E sexta eu esteja por cima das nuvens,
Garanto-te que se sábado não tiver terapia à alma
E domingo ainda aqui estiver, prometo-te que estaremos juntos.
Mas espera, porque gritas a felicidade, e este fogo é só nosso,
E a guerra acabou, porque as manchas já não o são
Assim mostramos a bandeira branca rasgada.
Por isso beija-me. Beija-me debaixo da árvore.
Beija-me.

Eduardo Coreixo

1 comentário:

Claudia disse...

"Ainda que segunda e terça eu esteja no trabalho,
Quarta e quinta tenha que fazer os relatórios da nossa revolução
E sexta eu esteja por cima das nuvens,
Garanto-te que se sábado não tiver terapia à alma
E domingo ainda aqui estiver, prometo-te que estaremos juntos."

Homem, continua a voar e a fazer voar. Muito bom. =)