sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Clichê

O que eu aprendi no meio disto é que nós sobrevivemos a tudo, mesmo que não queiram, mesmo que por vezes façamos birra e não queiramos, mesmo que alguns dias pareçamos mais mortos a fingir que somos vivos, naquela de dar o exemplo para que acreditem que somos imortais. Sobrevivemos a rasgões, facadas, cinismos, nódoas negras - corações ao alto e fé em Deus; a pesadelos, ao estranho mistério que são as gereberas na vez dos girassóis, que são cadeiras vazias na vez dos fantasmas noctívagos, que são tu e eu com o mundo no meio, que são as mãos mortas, desmotivadas e o altar que merece o silêncio, que é a língua que desaprendeu a fala mas ainda pensa, pensa Se vocês soubessem o que eu sei. Aprendi que somos felizes com muito menos e que não é a literatura que salva, meus senhores, não é ela o novo Messias.

Viva o vento nas ruas, os erros ortográficos e a morte aos noventa anos.



(deixei de fumar.)

3 comentários:

.moony. disse...

hallö
adorei o texto ^^
(e q bom q vc deixou de fumar xD~)
bju
teh +
o/*
.moony.

Alucard disse...

sim e não...

revigoraste as forças?

Eduardo disse...

tens que aparecer mais vezes...