quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Amores inimigos


Sinto-me só
Sinto-me distante da imundice em que me encontro
Porque a tristeza não penetra o meu coração,
Sinto o doce sentimento do frio a invadir-me.
A minha inspiração não é a melhor,
E ao ler as velhas cartas que pensem que me fariam sentir melhor,
Mandaram o meu ego para as bandas do sol poente.
Se vês em mim, alguém melhor que tu, pois então reafirma o teu coração
Se queres mesmo essa certeza desconcertada,
Porque nada sei sobre nada, com o medo de dizer algo que te faça chorar.
Não te posso trautear uma canção, mas digo-te aquilo que me enche a mente
Algo que já sabes, porque já em tempos te disse tais coisas
Tais afrontamentos pessoanos, tais medos românticos.
Nada sei sobre tudo, apenas sei de ti.
Melancolicamente ouço o chorar da chuva, e componho uma canção na guitarra,
Entretanto tu ligas o teu olhar para o mundo e dispões-te a voltar a tentar.
E então dizes-me o que tenho no meu olhos, se é lágrima, se é dor.
Nada disso coração sentido,
Apenas é o meu transbordar de emoções perante este mundo louco
Que nos separa, que nos aproxima, que nos casa...
Apenas sei de ti.

Eduardo C.

1 comentário:

claudia disse...

Há relações que nos tiram e dão o mundo, simultaneamente... passamos à estante "porcelânica" e cada coisa que façamos ou nos façam, que digamos ou calemos, ameaça o rachar da nossa pele de loiça..

Como sempre, poesia simples e bonita. "Apenas sei de ti". =) Tu sabes o que penso. *******