quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Deambulante


Porque o desejo me consome na fria noite do meu quarto,
Aquela que me queima o sangue que perdi no leito da minha morte.
Só vou fechar os olhos, porque não sinto a presença do teu sorriso, da minha mão inerte.
Estou morto, perante o espanto alheio.
Aqui estou eu, morto, desejado e morto, porque vida se escorreu
Porque a minha dor é nada mais que um oceano de sangue
Neste mundo de ilhas de dores calorosas,
Apenas contribuo com uma gota do imposto de morte.
Perdi-te é certo, mas irei trazer a felicidade de quem ganha um espirito guardião,
Mas tu não saberás, porque serás terrena, e eu vigilante.
Sou a minha dor, o meu destino, a minha morte
Porque nada valeu a pena senão aquele derradeiro sorriso
O teu verdadeiro toque.
Olha para mim, o morto no caixão,
E sorri para mim, o espirito deambulante da tua mente,
Porque aqui morto sinto o trabalho não acabado,
A morte de um encancarrego.
Porque continuas a ser tu...mais uma vez!

Eduardo Coreixo

1 comentário:

Barroso disse...

AH LEÃO! QUEM ESCREVE ASSIM...NÃO É GAGO! lol