quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Bolha de refúgio


Sou peixe como seco,
Perdi o meu ar de graça num oceano sem respiração
Dentro de Mundos e fundos inundados pela multidão assistente,
Eu e eles ficámos a olhar porque foram as coincidências que mostraram a razão.
Sim, fui surpreendido por aquela nova bolha andar por ali a vaguear,
Mas com tanta imensidão, foi como ver uma nova mobilia.
Aproximei-me dela, estiquei a mão e senti a sua razão de ser,
E contra vozes operárias que pensavavam que reinavam,
Mostrei o meu conforto para com ela,
Porque ser estranho é ser diferente,
E ser novo ali, é ser julgado pelos anciãos e novos residentes.
A redoma abriu-se, e lá dentro estavas tu e ele, sem malicias
Sim, outra novidade naquele meio estupido com bolhas fingidas
Com maldades assumidas, com ambições desmedidas.
Sim a incompreensão faz parte, mas a provocação também?
É que se assim fôr, eu saio daqui, vou ali para aquele canto,
Com peixes que são realmente amigos,
Que julgam dentro daquilo que é a amizade, compreensão,
Mas acima de tudo a confidência e o sentimento.
Em que ficamos?

Eduardo Coreixo

2 comentários:

agulha disse...

bolhas fingidas...
quem me dera rebenta-las...

Anónimo disse...

axo que sim todos temos bolhas de ar na cabeça, uns mais que outros que se ha-de fazer...
E ja agora Eduardo, porque cargas de agua andas-te tu a tirar fotografias ao peixe do parque infantil do jardim de vendas novas, nao me digas que nao avia la nada mais interessante pa fotografar? ahahahha brincadeira tambem tenho uma foto do peixinho, beijokas oh teimoso...;)