segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Erros

Chamas-me burra. Errei demais. Não te censuro pensamentos ou conclusões, apenas não aceito que me chames incapaz. Não me sinto incapaz, mas sinto-te incapaz porque não aceitas que eu tenha errado. Errei e cresci. Aprendi. Só gostava que pudessemos voltar atrás no tempo por vezes, ou que existisse um botão de delete no nosso cérebro. Mas não. É calar e comer. Aceitar as críticas, as tuas críticas. Acho-te especialmente hipócrita. Também os cometeste e como tu dizes: Com que moral? Não deixas de ter razão e sofres mais do que eu com os meus próprios erros. Mas também sei que o que tu sentes é mais forte que as críticas ou que os meus erros. E isso é o que me consola. E, relativamente aos erros, as consequências sofrem-se pela vida fora, e incomoda-te ver-me pagar pelos meus erros. Pode até não ser justo, e não é, mas só me resta aceitar, e querer-te a meu lado para as aceitares comigo. E sim, concordo contigo, fui mesmo burra.

Joana Barroso

2 comentários:

Claudia disse...

Saudade da tua escrita. Erros não são mais que erros. A vida é muito mais mágica com eles. Tudo a resolver-se dentro de ti. =) ( o texto é Sentido e basta. Lindo.)

Eduardo disse...

Falta escreveres mais...Your place is still here