segunda-feira, 19 de maio de 2008

Fumando o dia (continuação de ontem)


Nada se faz na volta de quem desespera.
Beijo perdido, beijo andante de costas voltadas para a vida
Chora a razão de quem padeceu pelo arejar da mente
Grita a mortal sensação de viver sem medo.
Cada dia que passa, é peixe em lago congelado,
É folha de cor garrida em plena tempestade
É pato desmembrado pela bactéria flutuante
É trabalho de secretária sem voo maior
É morte sem certa, no dia 30 de Fevereiro.
Qual deslize certo,
Cai a força sem sabor na aurora desfeita pelo sol,
É o lançamento de mais um perdido no lambirinto
Porque amar sem o saber, é força irreal
É poder desviado da sua natureza.
Dia de lembranças esquecidas pelo tempo,
Dia de escritas transparentes, numa folha de tabaco.
Eduardo Coreixo

1 comentário:

Claudia disse...

"É morte sem certa, no dia 30 de Fevereiro" OMFG! lindoo =D