terça-feira, 7 de outubro de 2008

Probabilidades

Ela quería ser uma menina grande, de pequenos recursos
Aumentar a sua vida de papel,
Enfrentar a vida de desejos e esperanças, nada de danças de percursos
Pintar a sua pequena estrada, com o mais fino pincel.
Passou o tempo a imitar as vaidades ao espelho,
Porque nada podería esperar
O tempo estava ali, cansado de ser chamado de velho
Tudo o que ela quería, ser menina grande, para que todos pudessem olhar.
Encontrou dificuldades, porque o seu nome não era verdadeiro
E não podia passar o dia sozinha, não estava satisfeita
Porque quando teve tudo, tudo não foi derradeiro
E foi aí, que a sua vida a deixou por demais desfeita.
Pequena menina, agora mulher de precisões
Teve que se assegurar que a fortuna que via, era a que precisava.
Agora a última moeda que tinha era a de todos os tostões
Réstias de saudades que teimava, deixar o seu mundo cheio de raiva.
Tudo isto teve o mal, e o seu personificado bem
Que a sua vida, as suas duas vidas a apoiaram é uma certeza
Porque qual novela brasileira, elas eram o seu trém,
O meio de sobreviver, puma esquiva de movimentos de destreza.
Hoje olha por si em sua volta, por entre o seu determinado coração,
Nada se torou fácil, mas tem as suas constelações em sua volta,
Porque o vento não lhe limpou os pés, não os tirou do chão
Porque não se deixeou exasperar pela maldita revolta.

Criança crescida pelo tempo que não demorou a dar aquilo que queria,
Caminhou a direito, por entre caminhos de rocha escorregadia
Toda a sua vida foi de vaidades varridas da sua teimosia,
Hoje é mãe, mulher criada à força, tudo porque não desistiu de tentar a sua coreografia
A dança que quis mostrar a todos que a víam na periferia.
Os seu diamantes estão no seu interior,
A sua bravura nos seus actos,
A paixão mostra-se no seu dia-a-dia
O sorriso, constantemente no seu rosto de trabalho.
Eduardo Coreixo

1 comentário:

Alucard disse...

Gostei da ideia padrinho