domingo, 23 de novembro de 2008

Como deve de ser

Gosto de me sentir confortável
Olhando este mundo e o outro,
Poeta sonhador, de correntes quebradas,
Mas isso todos sabem.
Corro paixões de malas vazias
Ensino a minha mente a falar tudo o que sinto,
Escrevo sob estas teclas de letras ensinadas
E vejo aquilo que me fazes ver,
Mas isso todos sabem.
Gosto de de beijar a saudade,
E bafejar a minha morte de longe
Gritar de toda a minha vontade, de jornal debaixo do braço,
E saber tudo quanto piso, é mortal,
Mas isso, todos sabem.
É meu o desespero de te recriar,
A inocência de saber tudo quanto amas,
A paixão que me fazes sentir nestas noites de abundância,
Mas isso todos sabem.
Agora que penso nisso,
Acho que sou e me torno repetitivo,
Porque jamais serei capaz de acabar com este enguiço,
Jamais serei pensador e animal creativo
Que merda, para todo este feitiço.
Não sei porque insisto,
Ou sequer porque quero gritar
Sei que é todo este o meu brutal instinto
De não querer e tudo quebrar,
A maldição da minha vontade, apenas para ser sucinto,
Sou besta amada que cada segundo que perde, é mais um para lamentar.

P.S.: A pedido de várias famílias, o NOSSO blog voltou ao formato antigo, mas com algumas limadelas de arestas...Depois digam-me se assim está bom, porque tudo isto é para nós escritores, mas também para vocês, caros leitores.

2 comentários:

Alucard disse...

Gosto de me sentir confortável
Olhando este mundo e o outro


Sim, só assim nós, sonhadores de caneta na mão, conseguimos estar confortáveis.

Não penses que te tornas repetitivo. Com um mesmo tema, substituindo as palavras, sairá algo bonito da ponta dos teus dedos, sabes perfeitamente... Tanto artistas q repetiam obras vezes e vezes sem conta.

para mim é um prazer, como sempre, ler-te e ler-te muitas vezes, descobrindo sempre alguma peça nova no puzzle que representa o entendimento do teu pensamento.

Fragmentos Repartidos disse...

Eu não conhecia o formato antigo, mas este certamente que me agradou e quero dar os meus parabéns àqueles que aqui deixam as suas palavras nada difíceis de nos prender e deixar a pensar...e acima de tudo a sentir.

Um abraço!