quinta-feira, 5 de março de 2009

Segurar-te no alto

Conduzir a vontade de quem me fez,
Esperar pela vontade suprema de um toque divino,
Morre esta hora de espera
Espremem-se os minutos de glória um dia obtidos,
Caçam-se em massa, todas essas felicidades.
Esses jogos teus de mentalidades absurdas,
Badalam os sinos por essa estupidez mórbida
Que é tentar ser feliz com essa tristeza,
A imune ascenção de um ser moribundo.
Luto contra o vento,
E faço de conta que não tenho peso.
Consegues levar tudo contigo,
E não me enterrares na cara toda esta dor que me deste?
Ninguém se muda para ser real,
E cria tu o nosso fim, a nossa moral da história
Assim que sou (mais uma vez), o teu alguém
Quando me pergunto o que estás a fazer por ti,
Só ouço o silêncio.
Quero ver esse sentimento de saudade,
Porque só tu me consegues pôr de joelhos,
A tocar na minha insegurança,
De todas essas vezes que me calei, por ti e pelos teus olhos.
O meu mundo arde, porta fora
Cores dentro de ti que não conheço.
Espero-te, com este esgar de sorriso,
A olhar para essa criação do imaginário,
A tua imagem.
Eduardo Coreixo, o respirador

2 comentários:

No Limite do Oceano disse...

Conseguir segurar alguém no alto é um acto de louvar. São precisas forças, força de vontade, astúcia...

"O meu mundo arde, porta fora
Cores dentro de ti que não conheço."

:-) frase sublime, e porque estou numa de arder, essa a mim disse-me algo mais.

*Hugs n' smiles*
Carlos

Alucard disse...

Portugal é um país de poetas e tu és bem português