Passar-se-á o mesmo com Portugal? Numa altura em que andava a viajar com um amigo brasileiro por Viena, travámos conhecimento com um par de holandesas e um trio de brasileiros, assim como um japonês (se não me falha a memória era este o grupo). Dando umas voltas à cidade acabámos por ir dar a um bar sossegado (apesar de barulhento - parece contraditório mas é verdade). Pusemo-nos à conversa e quando eu disse que era português, uma das holandesas retorquiu, em tom de gozo e ainda alguma raiva, que conhecia bem o meu país. Era aquele país para onde o seu país tinha de estar constantemente a mandar dinheiro. Nessa altura, provavelmente, apesar de já sermos mal vistos, ainda éramos vistos como auto-suficientes, pois os cidadãos dos outros país 'revoltavam-se' contra Portugal pois este era um país que podia muito bem ser mais autónomo, mas não era.
Daqui por uns tempos - e segundo o prenúncio de alguns, mais cedo do que esperávamos - se calhar, a resposta dela seria: - Eu conheço o teu país, coitadinhos, tiveram de pedir ajuda ao FMI não foi?. Aí sim, será talvez cair no ridículo. Boa sorte às bochechas dos meus filhos quando ouvirem isto de um estrangeiro.
Eduardo Rilhas