quarta-feira, 18 de julho de 2007

Declaradamente


Pensei apenas por pensar (ou será que pela primeira vez o pensamento foi-me inato?). Vi que não tinhas mais nada a oferecer e desesperei no sufoco do segundo em que me largaste a mão.
É verdade que assinei por baixo daquilo que me disseste, mas a despedida tornou-se inútil, porque breves minutos depois sentaste-te de novo na minha memória e extraíste o que de ti ainda restava, aqueles gestos que te caracterizam. Não encontro alivio neste momento em que te voltei a (re)ter, mas a habituação do teu cheiro, da tua sombra aqui, tornam-te indispensável no mais formoso gesto de caricia.
Mas como já te disse, dei por mim a pensar. Pensei no Mundo, pensei nisto e naquilo, no que há e já deixou de haver. Um beijo deixa-nos incrédulos, mas quando já não o temos sentimo-nos nus!
Maldita sejas!
Tornaste-te o aditivo da nossa quimica que não funciona sem o teu desastre, sem a minha destreza pessoal e intelectual. Cada vez mais creio no Livramento, na introspecção de quem merece não o céu, porque todos pecamos, mas sim um género de almofada intemporal.
Creio-te em mim, mas não te prometo a eternidade. Prometo-te o cliché do meu amor eterno, na minha preserverança, da minha paciência, da minha inspiração.
Tu prometes-te a ti mesma para mim. É o suficiente. Vamos voltar ao inicio.

Porque continuas a ser tu,
Porque o desejo é maior do que o sonho
Porque és a diferença na minha rotina.

Isto é para ti. Declaradamente para ti


Bem-Vinda ao amanhecer dos nossos sentimento.

1 comentário:

claudia disse...

É diferente, o sentimento não é o mesmo.. e embora clichê, não encontro nada mais lindo para cantar do que o amor.. que perdure por um tempo velho e gasto essa relação tão vossa, tão bela de se ler e tocar. ;) Beijinhos, te adoro.