sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Livramento


Sonhos, puras ilusões, de quem nao consegue tocar uma realidade cada vez mais triste, E como gostariamos de alterar aquilo que vemos a nossa frente- Como desejariamos amar o próximo de maneira diferente, de maneira mais audaz. Tentamo nos livrar de nos criarmos à nossa imagem, mas não o conseguimos, não nos libertamos da nossa história ancestral, dos sois que por nós passaram, e sem nos prendermos totalmente às raízes que nos sepultam à terra acomodamo-nos à nossa existencia, seja ela boa ou má.
Se o nosso destino é aquilo que nós fazemos dele então porque continuam uns a lutar por um mundo melhor, e não o alcançam? E com Um Ser superior lá nos céus, porque continuamos a lamentar o nosso fado e contudo, continuamos a ter na nossa memória os bons momentos que vivemos? O antagonismo existencial faz parte da nossa vida, e cremo-nos reis e senhores de tudo, E quando o ultimo desses reis cair, aonde e em quem nos agarraremos?
Eu agarrar-me-ei a ti.

Eduardo C.

1 comentário:

CerberuS disse...

uma coisa que gosto em ti e na Cláudia é o facto de conseguirem transformar até os lugares comuns em lugares mágicos, apenas com palavras.