Fecho os olhos de pesado sentimento, e escrevo-te as más novas
Que a minha mão está fechada de fúria
Os olhos fervem de tanto choro calado,
Hoje, meu confidente, sou tempestade em mar alto.
Correm os dias sem saudade aparente, porque tudo é dispensável
Assim que as paragens me tornaram descrente na Humanidade,
Na paixão de outrora que se formou por mim
Uma fotografia agastada pelo tempo perdido.
Pois é querido amigo de linhas direitas como linhas férreas,
Por estes dias acredito que não consigo tirar da minha mente
As dúvidas, derretem sobre o meu soul
E nem pergunto porquê. Hoje não.
Parece que este mundo de amor, se parou pela paisagem,
E hoje vou-me deitar a ler estas palavras que te conto,
Porque em dias como este, querido diário,
Gostava de ser amovivel.
Eduardo Coreixo

