sábado, 18 de abril de 2009

Cemitério dos Prazeres

Sentir-te longe no mais intenso dos silêncios.
Rasgar palavras, esconder murmúrios.
Ouvir a escuridão do teu andar no soalho,
lembrar-te no mais fundo de ti, de mim.
A noite que vem é só mais uma vulgar
e ordinária como tudo.
Como tu.

Sendo vulgar e ordinária, a noite torna-se única
e apenas tua. Nunca minha.
Nunca nossa. Somente tua.
E no mais fundo de mim e da noite,
tu não existes, só fantasma de alguém que já não é.
E no mais fundo de mim e da noite,
a tua memória prevalece à escuridão.

Filipe de Araújo
19/01/09
Sintra

4 comentários:

No Limite do Oceano disse...

No Way! Enterrar o que se sente? Nem tudo tem que ter um fim, há a renovação, a reciclagem...e muito mais.

Um abraço,
Carlos

Eduardo disse...

Bom texto, sem dúvida.

Ben-vindo sejas, a este lugar que à muito esperava que aparecesses.

Re-Ben-vindo.

Eduardo Coreixo

Alucard disse...

acho que ja o comentei...

fico a espera de mais.

Anónimo disse...

Lindíssimo, tocante, isso e tudo. Mais, quero mais... =)

Beijinho,

PseudoCoisa.