quinta-feira, 9 de abril de 2009

fazer sentido



1. Reflecte-se triste, mas não é. Até silêncio aparenta ser, mas não, porque de maneira alguma os lábios fechados significam outra coisa que não palavras abortadas em versão de defesa. Parece que existe o estar bem ou o inverso, o que é mentira e verdade, o que eu não te sei dizer. O que eu negligencio em silêncio- meio- de- salvação. Sem dúvida. No meio disto tudo, não sou alguém que te diga algo que mude a tua vida - Sem ser que, ao que parece, não é.


2. Eu quero-te bem. Sonho contigo, quando me pedes ajuda. Não sou louca e desprezo os dons, porque é altura de ser diferente e ser igual, não de sonhar como quem vive e ama para dentro. E tu dizes-me que não estás mal, mas que apenas não consegues estar ou dormir bem. Eu choro, embora não saiba descrever muito bem as lágrimas. Eu começo onde tu acabas. Nunca te poderia querer mal, sussurro.


2.1. Sei que não é o suficiente para te sentires em casa. Não sei desenhar o que sinto por palavras, porque só as mudas fazem sentido. Ver para dentro, ver demais, ser autista. Falar por falar, se me perguntarem o sentido do que escrevo ou mando ao ar. Até porque dá para rir, se houvesse serotonina ou sol disponível. Para mim, fazer sentido é a expressão mais estapafúrdia que existe, a seguir ao velhinho que penteia macacos e se põe na alheta.

2 comentários:

No Limite do Oceano disse...

"Fazer sentido" nestes últimos dias tenho organizado o que sinto em pequenas coisas que possam fazer sentido para quem fica a par delas.

É estranho procurar o sentido de algo que não o tem...

*Hugs n' smiles*
Carlos

Alucard disse...

é tao bom quando preenches o nosso blog com a tua prosa de brainstorming.

volta sempre e volta mais.